sexta-feira, 25 de novembro de 2016

ETDN - Dia 25

Olá! Hoje vou citar livros que tenho, alguns deles inclusive fechados, mas que eu não li.

ETDN - Dia 25

Livros comprados e não lidos



  • Deixe a neve cair - John Green, 


Sinopse (Skoob)Na noite de natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio romântico, do tipo que se vê apenas em filmes. Bem , mais ou menos. Porque ficar presa à noite dentro de um trem retido pela nevasca no meio do nada, apostar corrida com os amigos no frio congelante até a lanchonete mais próxima ou lidar sozinha com a tristeza da perda do namorado ideal não seriam momentos considerados românticos para quem espera encontrar o verdadeiro amor. Mas os autores bestsellers John Green , Maureen Johnson e Lauren Myracle revelam a surpreendente magia do Natal nestes três hilários e encantadores contos de amor , inteligados, com direto a romances, aventuras e beijos de tirar o fôlego.

Ganhei esse livro em um amigo secreto com o pessoal da escola no ano passado e até hoje nem o tirei do plástico. Ele é muito bonito e eu o queria muito. Me sinto culpada por não ler, na verdade, mas está na fila.



  • Eve & Adam - Mi



Sinopse (Skoob)Filha única da poderosa e fria geneticista Terra Spiker, Eve fica entre a vida e a morte depois de sofrer um acidente de carro. O processo de cura no misterioso laboratório Spiker transcorre com uma rapidez impressionante, o que desperta a curiosidade da menina.
Antes que Eve estreite os laços com Solo, um rapaz que compartilha segredos com a corporação, a Dra. Spiker lhe propõe um desafio: Eve terá a chance de testar, em primeira mão, um software desenvolvido para manipular gens humanos. Ela poderá criar um namorado sob medida!
Mas brincar de Deus tem consequências, e agora Eve vai descobrir até que ponto existe perfeição.

  • O extraordinário - R. J. Palacio

Sinopse (Skoob)O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

ETDN - Dia 23

  Olá! Hoje estou meio ocupada e sem muita ideia, então vou postar uma poesia de Sylvia Plath. Essa é uma das minhas favoritas e que sempre volta à minha mente, em diversas situações.

ETDN - Dia 23

Canção de amor da jovem louca - Sylvia Plath



Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente).
Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Imaginei que voltarias como prometeste
Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão

Tradução de Maria Luiza Nogueira


Gosto do modo como ela descreve as coisas. Tanto "cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro" quanto "acho que te criei no interior da minha mente" são versos impactantes e que ficam gravados na mente; ou pelo menos na minha.
O bom, das poesias é que elas acarretam diversas interpretações e amo tanto esses versos que posso me identificar com eles em mais de uma situação. "Acho que te criei no interior da minha mente" não precisa servir apenas para me lembrar do crush tão distante (ou perfeito) que somente minha imaginação fértil teria sido capaz de criar, mesmo sendo uma canção de amor.
O que me faz adorar os poemas da Sylvia é que é possível sentir aula dor em cada palavra e foi ela também uma das pessoas que me incentivaram a começar a escrever nesse estilo. Percebi que não consigo fazer algo bom quando penso "vou escrever um poema sobre tal assunto", apenas quando consigo descrever o que estou sentindo e passo isso para o papel.
Posso fazer depois um post com outros poemas dela, porque baixei um arquivo há algum tempo com traduções de pelo menos quatro deles. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ETDN - Dia 21

Olá! Não sei de onde surgiu a ideia, mas decidi compensar o desastre do conto de “suspense” que postei no começo da tag. Então, vou postar alguns contos curtinhos de terror até bem conhecidos. 
Não foram escritos por mim, sem preocupações.


ETDN - Dia 21

Contos de terror




  • Ao mexer no meu celular pela manhã, vi que havia fotos minha dormindo em minha cama. Eu moro sozinho.



  • Uma menina ouviu sua mãe gritar seu nome no andar de baixo, então ela levantou para ir a seu encontro. Quando ela chegou nas escadas, sua mãe a puxou para seu quarto e disse "eu ouvi  isso também".



  • Deixaram os manequins enrolados em plástico-bolha. De repente, do outro quarto, ouço o barulho das bolhas sendo estouradas.



  • Chego em casa, cansado após um longo dia de trabalho e pronto para me deitar e dormir a noite toda. No escuro, procuro pelo interruptor da luz, mas outra mão já está lá.



  • Não há nada mais gostoso que ouvir a risada de um bebê, a não ser que seja 1 hora da manhã, e que você esteja sozinho em casa…



  • Enquanto trabalhava até tarde, você sente seu gato andar sob sua cadeira. A forma como a cauda dele faz cócegas quando encosta em suas costas; é tão bom! Mas então, através da janela você nota seu gato voltando da rua…



  • Encontrei um bilhete da minha mãe na mesa da cozinha quando cheguei em casa. Dizia que ela estaria de volta às 9:30 da noite. Considerando que eu tinha acabado de chegar do seu funeral. Acho que vou passar a noite em um hotel.





Então, essas histórias são mais sobre terrores meio que cotidianos. Aqueles pesadelos que não parecem tão distantes e que só de ler nos dão arrepios. Tenho medo demais pra essas coisas, mas acho criativo e interessante.

sábado, 19 de novembro de 2016

ETDN - Dia 19

Olá! Ao longo da vida, até termos realmente que escolher, mudamos de ideia sobre qual profissão queremos seguir. Ainda hoje, com quase dezoito anos não tenho certeza de qual áureo, mas também existem pessoas ainda mais velhas, já trabalhando que também não têm.
Escrevendo todos os dias, as ideias acabam ou começam a ficar repetitivas, então hoje resolvi falar sobre as profissões que já pensei em seguir.


ETDN - Dia 19
Profissões

  • Bailarina - sempre achei e ainda acho uma dança fantástica e gostaria de conseguir ficar nas pontas dos pés como as bailarinas, tanto é que fiz aula por uns três anos, mas não me lembro de muita coisa;
  • Professora - talvez por brincar muito de escolinha com meus primos, quando era menor;
  • Atendente* no Carrefour - aquelas mulheres que levam as coisas de patins, sabe? O motivo era...bem, andar de patins!;
  • Neurologista - acho o cérebro humano simplesmente admirável por sua capacidade de criar situações  surreais. Então, depois de ler dezenas de matérias sobre distúrbios neurológicos e ler alguns livros que falavam do cérebro, pensei nessa profissão, mas já desisti;
  • Estilista - me lembro de quando era meu sonho seu estilista. Era na época em que pensava entender algo de moda...triste. Não me visto bem, não sei desenhar e ainda sim...
  • Psicóloga - é a profissão com a qual mais me identifico até hoje. Gosto de ler a  respeito às vezes e me interesso pela complexidade da mente das pessoinhas.
Quando somos crianças, tudo parece mais possível e maravilhoso do que realmente é. E escolher uma profissão é complicado principalmente pela pressão que muitos colocam dizendo que é para o resto da vida. Mas não é! Alguém que se formou em Medicina pode se tornar músico ou um advogado virar bombeiro. Não é uma prisão!
Devemos escolher algo com o qual nós identificamos, se não vamos mesmo nos frustrar. Por isso, ao normalmente formarmos na escola, não é preciso entrar logo na faculdade, já que assim acabamós escolhendo o que parece bom e não o que gostamos. É bom tirar um tempo para nós conheceremos e pensar melhor nisso. Como eu disse, existem pessoas que já trabalham e ainda não têm certeza do que querem.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ETDN - Dia 18

Hi people! No post dessa maravilhosa sexta-feira (sábado) falarei de uma das minhas paixões mais incomuns e sinistras: Norman Bates e Psicose. Come on! 

ETDN - Dia 18

Norman Bates



Então querides, pensei em postar isso ontem, quando para passar o tempo, comecei a ler Psicose (que quero furtar) na biblioteca da escola. Apesar de ter lido apenas as primeiras dezoito páginas, percebi que ele é realmente muito bom até em descrever coisas como a chuva batendo na janela. E, o que fez meu mundo cair, o Norman original não se parece em nada com o Tony ou o Freddie! Ele é gordo, calvo e tem cabelos loiros! Desculpe mundo, mas meu conceito de Norman sempre vai ser o do filme (primeiro mozão) e o da série. 
Tive meu primeiro contato com a história por ver comerciais na televisão e sentir vontade de ver a série Bates Motel. O clima cult e sombrio da história me encantava demais, mas acreditava que seria melhor ver o filme primeiro para entender melhor. Na verdade, não é necessário, porém, foi bom para conhecer o Tony antes e ver o quão bom o Freddie é em reproduzir o comportamento desse que por muitos é visto como o Norman original. 
Baixei o filme e o assisti sozinha no computador…me senti tão culta assistindo um filme clássico (apesar de já ter assistido mais antigos). E o Norman…desde a primeira vez em que ele apareceu, o achei incrivelmente gentil e fofo para ser um serial killer da ficção. Como um homem com esse sorriso pode ter pensamentos tão cruéis? Tá, eu sei como. 




Juro que quando ele aparecia e eu pensava “Céus! Como ele é fofo!” já dizia para mim mesma o quão bizarro e errado isso é. Mas de fato, não é à toa que a primeira coisa que aparece quando pesquisamos o nome dele aparece “Norman Bates is cute”. Anthony Perkins, que mal conheço porém me tornei íntima o bastante para chamar de Tony, fez uma atuação maravilhosa que é e ainda vai ser vista muito tempo depois da época do filme. A fama da obra do Hitchcock não é ao acaso. 
É mesmo difícil acreditar que o Norminho (apelido pros ainda mais íntimos) seja capaz de machucar alguém com a hospitalidade com a qual ele trata as pessoas que chegam ao motel, com aquele sorriso hipnotizante e a habilidade que ele tem para conversar. Se não conhecesse aquele moço, adoraria ser recebida por ele e ficar conversando por um tempão…isso dá um pouco de medo. 
E o Norman da série…ele é um adolescente também muito fofo e aparentemente normal. Um bom aluno, um garoto gentil e comportado…pode-se dizer que ele é quase um filho dos sonhos. Hehe 
A doce criança Bates praticamente idolatra a mãe defendendo ela de tudo o que dizem, mesmo quando até mesmo seu irmão é quem diz. Os dois (mãe e filho) fazem tudo juntos e por vezes têm diálogos que parecem discussões de um casal. Isso só incentiva a especulação de que a relação entre eles vai além disso. Mas a série é incrível para mostrar o começo da vida do Norm e que a mãe dele, apesar de “opressora” por super proteger o filho, também é uma mulher triste e sofrida. Ambos são agressores e vítimas ao mesmo tempo. 
Estou com medo de falar mais e dar (mais) spoilers, além de já ter passado da meia noite. Vou parar por aqui mesmo. 

O foco é:
  • Norman Bates é um serzinho fofo e maravilhoso que amo muito (esquecendo pelo que ele é famoso);
  • Psicose é um filme clássico incrível e o livro também é muito bom. Aceito doações, inclusive;
  • Tony e Freddie são atores maravilhosos que foram perfeitos para seus papéis. Os dois merecem muito reconhecimento, lembrem disso.
Resultado de imagem para freddie highmore and anthony perkins

Dedico esse post à memoria do Anthony Richard Perkins, que nem conheço muito, mas considero bastante. ♥



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

ETDN - 17


Hi guys ! 
 Hoje irei iniciar uma "tag" minha, que é basicamente a mesma ideia de uma outra tag chamada 50 fatos sobre mim, entretanto decidi adaptar para três fatos ou curiosidades sore mim. Espero que gostem. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ETDN - Dia 16

 Olá! Publicarei um assunto no qual tenho pensado há algum tempo: autores que publicam suas obras usando pseudônimos. Tive a ideia para esse post porque hoje estive com uma amiga minha que escreve livros e fanfictions usando um nome japonês masculino. E isso me inspirou! Vamos ao post.

ETDN - Dia 16

Autores e seus pseudônimos


Resultado de imagem para pseudônimo
Seja para publicar um estilo novo ao qual seus leitores não estão habituados, para fugir das expectativas, para ter reconhecimento...enfim, existem diversos motivos pelos quais escritores decidem deixar seus nomes verdadeiros de lado e usar novos. Abaixo citarei alguns dos mais conhecidos e os nomes que utilizaram.




  • Mary Westmacott

Acredite ou não, você a conhece. Seja por ter lido um livro pego na biblioteca da escola, por ter ouvido alguém falar de alguma obra ou por ser um devorador ávido de seu trabalho.

Mary Westmacott é, na verdade, Agatha Christie! Conhecida sabiamente como Rainha do Crime, a autora de histórias como Os três ratos cegos e O caso dos dez negrinhos, é um dos nomes mais famosos no gênero de romances policiais, para você que viveu em outro planeta até agora.
As obras publicadas como Mary eram romances de época, o primeiro tendo sido em 1930 e o último em 1956.

Resultado de imagem para Mary Westmacott book


  • Currer, Ellis e Acton Bell
Por viver numa sociedade onde o trabalho feminino não era valorizado e para conseguir o reconhecimento de suas obras, as irmãs , Charlotte, Emily e Anne Brontë publicaram seus poemas usando o nome de irmãos Bell. Curiosamente, elas tiveram muito mais reconhecimento ao escrever sobre seus nomes verdadeiros (obras como Jane Eyre, O Morro dos Ventos Uivantes e Agnes Grey).

Resultado de imagem para Currer, Ellis and Acton Bell book



  • Jenny Carroll


Resultado de imagem para code name cassandra

Observem bem a capa do livro acima. O título "Code name Cassandra", e logo abaixo a descrição "autora de O diário da princesa". Provavelmente, se a autora usou esse nome com a intenção de permanecer no anonimato, essa capa levou esse plano por água abaixo! 
Humor a parte, Jenny Carroll foi o nome escolhido por Meg Cabot para publicar o thriller Code name Cassandra.



  • Lemony Snicket

Um pseudônimo provavelmente mais conhecido do que o nome verdadeiro do autor, pois foi com ele que Daniel Handler publicou os livros de Desventuras em série, que tem um filme  bem conhecido feito no ano de 2004 e uma série na Netflix prevista para o início de 2017.  
O nome, antes usado para pesquisas, foi transformado e é estampado até os dias de hoje nas capas de seus livros.


Imagem relacionada



  • Richard Bachman
Após o sucesso de Carrie, a estranha e O iluminado, Stephen King decidiu publicar outras de suas diversas obras sobre este pseudônimo  para ver se venderia sem seu nome já conhecido. Bachman tornou-se então seu alter-ego e lançou cinco livros antes que sua identidade fosse descoberta: Fúria, A longa marcha, A auto-estrada, O concorrente e A Maldição do Cigano. Mesmo depois da morte de Richard, King ainda publicou dois “manuscritos inéditos” de sua outra persona: Os justiceiros 
e Blaze.


Resultado de imagem para richard bachman books


  • Álvaro de Campos ou Ricardo Reis ou Alberto Caeiro...
Fernando Pessoa (sim, revelando logo de cara) era um serzinho engraçado. Ele tinha dezenas de heterônimos, que são ainda mais complexos que pseudônimos, por conter data de nascimento e falecimento, signo, características psicológicas  e físicas e até profissão (os de Pessoa, por exemplo)! 
Um dos personagens dele morreu em 1915 de tuberculose (vinte e cinco anos antes de Pessoa morrer).


Resultado de imagem para pseudonimos de fernando pessoa livros


Depois de conhecer o alter-ego masculino que minha amiga usa para escrever e me deparar com tantos autores que também usam pseudônimos para publicar as mais diversas obras (esses são praticamente a metade), realmente me inspirei para criar um ou vários e publicar o que quiser! (risada maligna)
Convido quem estiver lendo a também se libertar usando diferentes nomes - claro, lembrando de respeitar todos e que posicionamento preconceituoso é bem diferente de opinião. 
Eis aqui o link de um site que dá dicas bem legais de como criar um pseudônimo. 

Vamos ser estranhos e livres!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

ETDN- 14/15


ETDN - 14



Vinicius de Moraes, antologia poética











Já começo me desculpando por não ter postado ontem... as coisas andam corridas. Então irei fazer dois pots em um para compensar. Começando com o minha mais amada poesia de Vinicius de Moraes, " O incriado ".


O INCRIADO

Rio de Janeiro , 1935

Distantes estão os caminhos que vão para o Tempo — outro luar eu vi passar na altura
Nas plagas verdes as mesmas lamentações escuto como vindas da eterna espera
O vento ríspido agita sombras de araucárias em corpos nus unidos se amando
E no meu ser todas as agitações se anulam como as vozes dos campos moribundos.

Oh, de que serve ao amante o amor que não germinará na terra infecunda
De que serve ao poeta desabrochar sobre o pântano e cantar prisioneiro?
Nada há a fazer pois que estão brotando crianças trágicas como cactos
Da semente má que a carne enlouquecida deixou nas matas silenciosas.

Nem plácidas visões restam aos olhos — só o passado surge se a dor surge
E o passado é como o último morto que é preciso esquecer para ter vida
Todas as meias-noites soam e o leito está deserto do corpo estendido
Nas ruas noturnas a alma passeia, desolada e só em busca de Deus.

Eu sou como o velho barco que guarda no seu bojo o eterno ruído do mar batendo
No entanto como está longe o mar e como é dura a terra sob mim...
Felizes são os pássaros que chegam mais cedo que eu à suprema fraqueza
E que, voando, caem, pequenos e abençoados, nos parques onde a primavera é eterna.

Na memória cruel vinte anos seguem a vinte anos na única paisagem humana
Longe do homem os desertos continuam impassíveis diante da morte
Os trigais caminham para o lavrador e o suor para a terra
E dos velhos frutos caídos surgem árvores estranhamente calmas.

Ai, muito andei e em vão... rios enganosos conduziram meu corpo a todas as idades
Na terra primeira ninguém conhecia o Senhor das bem-aventuranças...
Quando meu corpo precisou repousar eu repousei, quando minha boca ficou sedenta eu bebi
Quando meu ser pediu a carne eu dei-lhe a carne mas eu me senti mendigo.

Longe está o espaço onde existem os grandes voos e onde a música vibra solta
A cidade deserta é o espaço onde o poeta sonha os grandes voos solitários
Mas quando o desespero vem e o poeta se sente morto para a noite
As entranhas das mulheres afogam o poeta e o entregam dormindo à madrugada.

Terrível é a dor que lança o poeta prisioneiro à suprema miséria
Terrível é o sono atormentado do homem que suou sacrilegamente a carne
Mas boa é a companheira errante que traz o esquecimento de um minuto
Boa é a esquecida que dá o lábio morto ao beijo desesperado.

Onde os cantos longínquos do oceano?... Sobre a espessura verde eu me debruço e busco o infinito
Ao léu das ondas há cabeleiras abertas como flores — são jovens que o eterno amor surpreendeu
Nos bosques procuro a seiva úmida mas os troncos estão morrendo
No chão vejo magros corpos enlaçados de onde a poesia fugiu como o perfume da flor morta.

Muito forte sou para odiar nada senão a vida
Muito fraco sou para amar nada mais do que a vida
A gratuidade está no meu coração e a nostalgia dos dias me aniquila
Porque eu nada serei como ódio e como amor se eu nada conto e nada valho.

Eu sou o Incriado de Deus, o que não teve a sua alma e semelhança
Eu sou o que surgiu da terra e a quem não coube outra dor senão a terra
Eu sou a carne louca que freme ante a adolescência impúbere e explode sobre a imagem criada
Eu sou o demônio do bem e o destinado do mal mas eu nada sou.

De nada vale ao homem a pura compreensão de todas as coisas
Se ele tem algemas que o impedem de levantar os braços para o alto
De nada valem ao homem os bons sentimentos se ele descansa nos sentimentos maus
No teu puríssimo regaço eu nunca estarei, Senhora...

Choram as árvores na espantosa noite, curvadas sobre mim, me olhando...
Eu caminhando... Sobre o meu corpo as árvores passando...
Quem morreu se estou vivo, por que choram as árvores?
Dentro de mim tudo está imóvel, mas eu estou vivo, eu sei que estou vivo porque sofro.

Se alguém não devia sofrer eu não devia, mas sofro e é tudo o mesmo
Eu tenho o desvelo e a bênção, mas sofro como um desesperado e nada posso
Sofro a pureza impossível, sofro o amor pequenino dos olhos e das mãos
Sofro porque a náusea dos seios gastos está amargurando a minha boca.

Não quero a esposa que eu violaria nem o filho que ergueria a mão sobre o meu rosto
Nada quero porque eu deixo traços de lágrimas por onde passo
Quisera apenas que todos me desprezassem pela minha fraqueza
Mas, pelo amor de Deus, não me deixeis nunca sozinho!

Às vezes por um segundo a alma acorda para um grande êxtase sereno
Num sopro de suspensão a beleza passa e beija a fronte do homem parado
E então o poeta surge e do seu peito se ouve uma voz maravilhosa,
Que palpita no ar fremente e envolve todos os gritos num só grito.

Mas depois, quando o poeta foge e o homem volta como de um sonho
E sente sobre a sua boca um riso que ele desconhece
A cólera penetra em seu coração e ele renega a poesia
Que veio trazer de volta o princípio de todo o caminho percorrido.

Todos os momentos estão passando e todos os momentos estão sendo vividos
A essência das rosas invade o peito do homem e ele se apazigua no perfume
Mas se um pinheiro uiva no vento o coração do homem cerra-se de inquietude
No entanto ele dormirá ao lado dos pinheiros uivando e das rosas recendendo.

Eu sou o Incriado de Deus, o que não pode fugir à carne e à memória
Eu sou como velho barco longe do mar, cheio de lamentações no vazio do bojo
No meu ser todas as agitações se anulam — nada permanece para a vida
Só eu permaneço parado dentro do tempo passando, passando, passando...

Não quis pesquisar uma analise profissional desta obra, pois queria ficar apenas com a minha além de apreciar a individualidade e com ela,  as inúmeras interpretações que uma unica poesia poderia ter. Quando leio ela, consigo sentir cada palavra, cada verso, isso é de complicado de explicar mas acho que me identifiquei com o texto uma essência humana, sobre a vida de diferentes formas. 
" Dentro de mim tudo está imóvel, mas eu estou vivo, eu sei que estou vivo porque sofro."




EDTN - 15


Resenha de " O caderninho de desafios de Dash e Lily "




Sinopse (skoob) : O novo livro de David Levithan e Rachel Cohn que juntos escreveram Nick e Nora Uma noite de amor e música acompanha a dupla Lily e Dash. Ela está doida pra se apaixonar e, pra encontrar o par perfeito, decide criar um caderninho cheio de tarefas e deixá-lo na livraria mais caótica de Manhattan. Quem encontra o moleskine é Dash, e os dois começam a se corresponder e trocar sonhos, desafios e desejos no caderninho, que vai se perdendo nos mais diversos lugares de Nova York.

O livro é muito descontraído, lembro me de ter lido em muito pouco tempo. A forma como os dois se comunicam é muito divertida e diferente, e  torna as coisas muito mais interessantes. Os personagens são completamente diferentes, Lily é uma adolescente de 16 anos, apaixonada que ama o natal e cachorros, uma menina doce e responsável. Dash é também um adolescente, não tão apaixonante mas muito inteligente, um rapaz pratico e um tanto solitário. 

" As pessoas importantes em  nossas vidas deixam marcas. Elas podem ficar ou não no plano físico, mas existem para sempre no coração, por que ajudam a forma- lo. Não dá para esquecer isso."


Acredito que o livro mostra de forma tão pura e simples o romance divertido dos dois, com indas e vindas. Quando eles finalmente se encontram, é muito legal como as coisas não fluem, por que se fosse assim seria fácil de mais seria um clichê, eles de certa forma se frustram por que criaram  pré- conceitos do que eles julgavam que o outro era.
Enfim, é isso recomendo de mais é um livro encantador.

sábado, 12 de novembro de 2016

ETDN - Dia 12

  Olá seres humanos!
  Hoje abrirei uma exceção para posts diferenciados e escreverei uma resenha mesmo. 

ETDN - Dia 12

Resenha de "O vilarejo", Raphael Montes



Sinopse (Skoob): Em 1589, o padre e demonologista Peter Binsfeld fez a ligação de cada um dos pecados capitais a um demônio, supostamente responsável por invocar o mal nas pessoas. É a partir daí que Raphael Montes cria sete histórias situadas em um vilarejo isolado, apresentando a lenta degradação dos moradores do lugar, e pouco a pouco o próprio vilarejo vai sendo dizimado, maculado pela neve e pela fome.

As histórias podem ser lidas em qualquer ordem, sem prejuízo de sua compreensão, mas se relacionam de maneira complexa, de modo que ao término da leitura as narrativas convergem para uma única e surpreendente conclusão.




” – Não adianta esperança…fomos esquecidos.
– Esquecidos por quem, meu filho?

– Pelo mundo. Por Deus – reflete o homem.

– Ou talvez tenham sido lembrados pelo diabo.”

  Há um tempinho, enquanto procurava livros do Raphael Montes (de tanto a Bia falar de Dias Perfeitos), li a sinopse desse (a mesma acima) e não gostei muito, principalmente por ter poucas páginas. Achei que não valesse a pena comprar um livro tão pequeno e que falava sobre um padre num vilarejo - foi o que entendi, lendo bem por cima.
  Depois meu irmão estava querendo ler algum livro de terror e, ao pesquisar acabou se deparando com O Vilarejo e ficou louco para lê-lo. Quando fomos para um bairro aqui de São Paulo onde têm diversos sebos, encontramos o livro em um deles e, a não ser por um pequeno rasgo na capa, estava inteiro. Meu irmão, que não gosta muito de ler, foi o primeiro e simplesmente adorou o livro! Ficou falando por dias do quanto é incrível e tive que ler também!
  Ele é dividido em contos que retratam acontecimentos sombrios relacionados aos sete pecados capitais que ocorrem nesse mesmo vilarejo. E não se engane, são contos muito perturbadores. Tem uma quantidade enorme de sangue e pouquíssima censura, o que contribui para o terror. 
  Não direi muito sobre as histórias pois o melhor é se surpreender com os limites rompidos. Uma mãe desesperada para alimentar seus filhos em um lugar onde não parece mais haver comida, um jovem problemático viciado em bebidas e sexo e uma velha mesquinha com uma neta para cuidar são apenas alguns dos personagens apresentados. E talvez, o mais interessante seja a forma que as histórias se ligam, apesar de serem tão diferentes. 
  É uma leitura que indico muito para quem não se abalar muito com o impacto causado pelas coisas que ocorrem ao longo do livro. Foi a primeira obra do Raphael que li e gostei muito mesmo. A escrita dele é tão real que consegui andar pelas ruas do vilarejo junto aos personagens enquanto ia lendo - o que não foi legal, acreditem. Os detalhes inteligentes e sutis que ele coloca no livro inteiro contribuíram para que eu desse cinco estrelas para ele no Skoob. É um daqueles escritores dos quais eu leria até a lista de compras. Não é a toa que este livro trás um comentário dizendo que "não deixa nada a desejar a Stephen King".

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ETDN - Dia 11

  Olá seres humanos!

  Estou ficando sem ideias para posts novos (confesso) e então resolvi analisar o que estou curtindo ou fazendo ultimamente para postar algo sobre. 
  Recentemente, descobri que sou apaixonada pela simbologia dos pássaros e das belas coisas que tenham asas que lhes proporcionam o prazer de voar. Menos insetos Sendo assim resolvi postar coisas aleatórias (poemas, desenhos, tatuagens, etc.) com a temática asas. Vamos lá para um post de alguém sem ideias e com paixões estranhas?

ETDN - Dia 11

Me dê asas

Resultado de imagem para demi lovato faith tattoo
Essa tatuagem mais do que maravilhosa e que pretendo copiar é da Demi Lovato ♥


"O pássaro é livre 
na prisão do ar.
O espírito é livre 
na prisão do corpo.
Mas livre, bem livre,
é mesmo estar morto."
Carlos Drummond de Andrade




"Hoje é um daqueles dias em que

me sinto um pássaro engaiolado
Queima dentro de mim uma 
urgência de viver
Um sentimento de tempo 
passando, experiências
desperdiçadas, vida não vivida.
E eu, espectadora da vida
Como a Carolina na janela

Hoje é um daqueles dias em que 
o mundo parece pequeno
Mas ainda me falta a coragem de domá-lo
A casca está se partindo
Os sons da vida enchem o ambiente
Mas a segurança do ninho ainda 
me prende

Hoje é um daqueles dias em que
gostaria de fugir de mim
De não ser tão resolvida, liberada,
forte
Queria não ter que decidir, 
resolver, pagar.
Queria de volta meus sonhos de 
menina
Queria ser apenas a mulher de 
um homem."

Lienne Liarte






"(...) Pássaros não ficam soterrados
Os destroços não podem alcançá-los no céu
Se eu pular daqui, conseguirei abrir as asas?
Minha mente está marcada pelas quedas em voo
Minhas asas se quebraram quando o mundo me enterrou."
Amélie A. Prentiss










Por que gostar de pássaros?
  É um conceito clichê e bem conhecido por todos que eles representam a liberdade. Poder voar por aí, ter o céu como ""casa"", sentir o vento contra as asas...isso me parece um sonho. Completamente clichê. Parando para pensar agora, não sei explicar porque gosto tanto assim de asas e desejo tanto ter uma. Simplesmente amo.

P.S.: quem gosta de pássaros, não os prende, e sim deixa livres para voar e cantar por aí. Prendê-los numa gaiola é gostar apenas de si mesmo e tratá-los como um entretenimento. 
Jogo e saio.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

ETDN - 10

Musicas e seu poder sobre nós !!




Parece até um tema de um trabalho escolar de artes, mas gostaria apenas escrever sobre coisas do dia a dia e junto com isso algumas curiosidades sobre o assunto. Bom, a musica faz parte do nosso cotidiano, já até ouvir pessoas falarem que não viveriam sem ela. 
A musica tem grande influencia sobre nós, tendo o poder de acalmar ou agitar, revoltar ou apaixonar, dançar ou chorar enfim... possui um certo domínio sobre as emoções do homem.
A musica é uma linguagem universal, que nos acompanha desde o principio. 
   
Existe relação entre nós e nosso estilo musical ? O que ele revela sobre nós ?

Pesquisadores dizem que o estilo musical de uma pessoa é bem previsível, basta saber o estilo de  pensamento de uma pessoa.  " David Greenberg e seus colegas da Universidade de Cambridge mostraram empiricamente no PLoS ONE que a música que uma pessoa gosta pode ser facilmente deduzida a partir do seu estilo de pensamento, um parâmetro psicológico que divide os humanos em duas grandes categorias: os simpatizantes, que baseiam seu comportamento em avaliar e responder às emoções dos outros (e, portanto, são mais Mozart); e os sistematizadores, que se dedicam mais a descobrir as pautas e regularidades que o mundo esconde (e ficam com Bartok)." http://brasil.elpais.com/brasil/2015/07/24/ciencia/1437765690_381696.html




Segue a baixo algumas bandas e cantores que eu ouço. ( sou uma pessoa bem eclético então tem uma boa mistura ).




System of down <3 



Nirvana.


Oasis <3 <3 <3 


Led Zapellin.

2 Cellos.



Los hermanos.






The Ramones.




Elvis Presley.



Roupa Nova.




Paralamas do Sucesso <3


Tim maia.



Cartolas.




Supercombo.




Zimbra.




Ana Carolina.



Maria Gadu.



Hozier <3


Cyndi Lauper.